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Vaticano espera 2,5 milhões de fiéis em beatificação de João Paulo 2º

O Vaticano calcula que cerca de 2,5 milhões de pessoas vão acompanhar a cerimônia de beatificação do papa João Paulo 2º, programada para ocorrer no próximo dia 1 de maio. O número foi estimado hoje pelo cardeal José Saraiva Martins, prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos.
Em declarações a jornalistas, o religioso comentou que o processo de beatificação de Karol Wojtyla foi muito rigoroso e cumprimos, sempre, as normas canônicas em vigor.
Martins comentou que o papa Bento 16 nunca disse nada sobre o processo de beatificação,limitando-se a dispensar a exigência de abrir o processo após cinco anos da morte.
A beatificação de João Paulo 2º ocorrerá seis anos após sua morte, em 2 de abril de 2005. Para iniciar o processo de beatificação, Bento 16 contrariou o Código de Direito Canônico, que prevê uma espera de ao menos cinco anos da morte.
Em 13 de maio de 2005, poucas semanas depois de ter sido eleito papa, Joseph Ratzinger anunciou sua decisão de consentir com a abertura imediata da causa canônica de Karol Wojtyla.
Em relação à escolha da data para a cerimônia de beatificação, Martins disse que João Paulo 2º era um papa profundamente mariano, um grande devoto de Nossa Senhora de Fátima.
Maio é o mês de Maria e das aparições de Fátima, que começaram dia 13. Wojtyla foi três vezes a Fátima e disse que o fato de não ter morrido no atentado contra ele é devido a Nossa Senhora de Fátima, que desviou o projétil, disse o cardeal.
Em 13 de maio de 1981, João Paulo 2º foi vítima de um atentado na Praça São Pedro, no Vaticano, quando o turco Ali Agca disparou contra o pontífice.
Fonte: 24 horas News
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Lógica do amor de Deus: Usar coisas terrenas sem egoísmo nem sede de domínio, recorda Bento XVI

Ao presidir este meio-dia a oração do Ângelus dominical (hora local) no Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, o Papa Bento XVI explicou, a partir do Evangelho de hoje, que o cristão deve viver de acordo à lógica de Deus, que é a lógica do amor que convida a usar as coisas sem egoísmo e sem "sede de domínio", vivendo a esperança e a vigilância ante a vinda do Senhor.
O Santo Padre assinalou que o Evangelho de hoje "Jesus continua com os seus discípulos o discurso sobre o valor da pessoa aos olhos de Deus e sobre a inutilidade das preocupações terrenas. Não se trata de um incentivo ao desempenho, pelo contrário, ouvindo o convite de Jesus 'Não tenhais medo, pequeno rebanho, pois foi do agrado do vosso Pai dar-vos o Reino', o nosso coração é aberto por uma esperança que ilumina e anima a existência concreta: temos a certeza de que o Evangelho é uma comunicação que produz fatos e muda a vida".
"A porta escura do tempo, do futuro, foi totalmente aberta. quem tem esperança vive de maneira diferente, pois lhe foi dada uma vida nova", disse o Papa.
"Como lemos na liturgia deste domingo, na carta aos hebreus, Abraham ingressa com o coração confiante na esperança que Deus lhe abre: a promessa de uma terra e de uma descendência numerosa e parte sem saber aonde ir, confiando só em Deus".
Bento XVI explicou logo que "No Evangelho de hoje, Jesus – através das três parábolas - ilustra como a expectativa da plenitude da beata esperança, a sua vinda, deve incentivar ainda mais a uma vida intensa, rica de boas obras: 'Vendam os seus bens e dêem o dinheiro em esmola. Façam bolsas que não envelhecem, um tesouro que não perde o seu valor no céu: lá o ladrão não chega, nem a traça rói'. É um convite a usar as coisas sem egoísmo, sede de poder ou domínio, mas segundo a lógica de Deus, a lógica da atenção ao outro, a lógica do amor".
Seguidamente Bento XVI recordou alguns santos a quem pôs como exemplo desta maneira de viver a vida com esperança e vigilância: São Domingos de Gusmão, fundador no século XIII da Ordem Dominicana, que desempenha a missão de educar a sociedade sobre a verdade de fé, preparando-se ao estudo e à oração. O Papa lembrou também que no próximo dia 10, a Igreja celebra o santo diácono Lourenço, mártir do III século; Santa Clara de Assis, no dia 11, que prosseguindo a obra franciscana, fundou a Ordem das Clarissas.
Também se referiu a Santa Teresa Benedita da Cruz, Edith Stein, e a São Maximiliano Kolbe, que se entregaram a Deus durante o complicado tempo da Segunda guerra mundial, "sem perder nunca de vista a esperança, o Deus da vida e o amor".
O Santo Padre convidou os peregrinos presentes em Castel Gandolfo a serem fiéis ao mandamento do amor, em comunhão com o Corpo de Cristo que é a Igreja. O Papa lembrou que a vigilância são as características fundamentais da vida cristã, aberta à eternidade.
"Que a participação freqüente da Eucaristia em que Cristo vem a cada dia ao nosso encontro, os ajude a intensificar a fé, a esperança e a caridade" – concluiu o pontífice.
Fonte: ACI
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Santa Sé publica programa da próxima visita pastoral de Bento XV

O Escritório de Imprensa da Santa Sé publicou nesta quinta-feira, 5, o programa da próxima visita pastoral do Papa Bento XVI à cidade de Carpineto Romano, no dia 5 de setembro, por ocasião do bicentenário do nascimento do Papa Leão XIII nesta pequena cidade italiana.

O Santo Padre partirá de Castel Gandolfo, de helicóptero, às 08h30 (hora local) para Carpineto Romano, distante apenas quinze minutos.

Às 09h15 dirigirá uma saudação aos cidadãos em Monti Lepini e às 09h30 presidirá a Santa Missa. Logo, em seguida, às 11h30, o Papa retornará a Castel Gandolfo para a oração do Ângelus. 
 
Fonte: Canção Nova
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Papa se transfere para Castel Gandolfo para período de férias

A prefeitura da Casa Pontifícia divulgou nesta sexta-feira, 2, que o Papa Bento XVI irá se transferir ao Palácio Pontifício de Castel Gandolfo, nas proximidades de Roma, após a Catequese da próxima quarta-feira, 7, para um período de descanso.

Durante esse período estarão suspensas todas as audiências privadas e especiais, assim como as Catequeses dos dias 14, 21 e 28 de julho.

Nos domingos e solenidades, a recitação do Ângelus acontecerá em Castel Gandolfo.

As Catequeses serão retomadas a partir do dia 4 de agosto. 

Fonte: cançaonova
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Anúncio do Evangelho é um serviço que Igreja presta à humanidade

O Papa Bento XVI presidiu as primeiras Vésperas da solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, na tarde desta segunda-feira, 28, na Basílica de São Paulo fora de muros, em Roma. O Santo Padre acolheu com alegria e reconhecimento a delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, enviada pelo Patriarca Bartolomeu I, e guiada pelo Metropolita Ortodoxo de Sassina, Gennadios. 
Em sua homilia, o Papa enfatizou a vocação missionária da Igreja, citando como exemplo o Apóstolo dos Gentios. Bento XVI recordou o compromisso missionário da Igreja com Paulo VI, no Concílio Vaticano II, sobre a evangelização do mundo contemporâneo.

"O empenho de anunciar o Evangelho aos homens de nosso tempo, animados pela esperança e muitas vezes atribulados pelo medo e angústia, é sem dúvidas um serviço feito não somente à comunidade cristã, mas também a toda a humanidade", destacou.

Bento XVI recordou também o Papa João Paulo II que representou em pessoa a natureza missionária da Igreja, com suas viagens apostólicas e com a insistência em seu Magistério sobre a urgência de uma "nova evangelização".

“Também o homem do terceiro milênio deseja uma vida autêntica e plena, precisa de verdade, de liberdade profunda, de amor gratuito. Também nos desertos do mundo secularizado, a alma do homem tem sede de Deus, do Deus vivo. Por isso João Paulo II escreveu: 'a missão de Cristo Redentor, confiada à Igreja, está ainda bem longe do seu pleno cumprimento'. E acrescentou: 'uma visão de conjunto da humanidade mostra que tal missão está ainda no começo, e que devemos empenhar-nos com todas as forças no seu serviço'”, exortou o Papa.

Bento XVI acrescentou que existem regiões do mundo que ainda esperam uma primeira evangelização, outras que a receberam, mas precisam de um trabalho mais aprofundado; outras ainda nas quais o Evangelho lançou raízes há muito tempo, dando lugar a uma tradição cristã, mas onde, nos últimos séculos, com dinâmicas complexas, o processo de secularização produziu uma grave crise do sentido da fé cristã e da pertença à Igreja.

"Hoje, repito diante do sepulcro de São Paulo: a Igreja é no mundo uma imensa força renovadora, não certamente por suas forças, mas pela força do Evangelho, no qual sopra o Espírito Santo de Deus, o Deus criador e redentor do mundo. Os desafios da época atual são certamente superiores às capacidades humanas: o são os desafios históricos e sociais, e com maior razão os espirituais", ressaltou.

Nesta perspectiva, Bento XVI anunciou a criação de um novo organismo, na forma de Pontifício Conselho, com a tarefa de promover uma renovada evangelização nos países onde já ressoou o primeiro anúncio da fé e buscar meios adequados para propor novamente a perene verdade do Evangelho de Cristo. O Papa concluiu a homilia, recordando que o desafio da nova evangelização interpela a Igreja universal, e nos pede para que "sigamos com empenho a busca da plena unidade entre cristãos".
Fonte : Canção Nova

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Sacerdócio não é caminho de poder nem prestígio social, recorda o Papa Bento XVI

Ao presidir esta manhã a ordenação sacerdotal de 14 diáconos da diocese de Roma na Basílica de São Pedro, o Papa Bento XVI ressaltou que "o sacerdócio, não pode jamais representar um modo para alcançar segurança na vida ou para conquistar uma posição social" e que este serviço, apoiado na íntima relação do presbítero com Deus através da oração e da Eucaristia, deve procurar sempre cumprir a vontade do Senhor
Em sua homilia, o Santo Padre quem concelebrou com seu Vigário Geral para a diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini, assinalou que "sim, a Igreja conta com vocês, conta muitíssimo com vocês. A Igreja tem necessidade de cada um de vocês, consciente como é sobre os dons que Deus lhes oferece e, também, sobre a absoluta necessidade do coração de cada homem de encontrar-se com Cristo, único e universal salvador do mundo, para receber dele a vida nova e eterna, a verdadeira liberdade e a alegria plena".
Referindo-se ao Evangelho de hoje no qual Pedro confessa ao Senhor Jesus como "o Cristo de Deus", o Papa assinala que com esta afirmação se constata a realidade de oração, de intimidade que têm os discípulos com seu Mestre, dimensão que devem viver todos os sacerdotes: "na oração ele está chamado a redescobrir o rosto sempre novo do Senhor e o conteúdo mais autêntico de sua missão. Somente quem tem uma relação intima com o Senhor vem obstinado por ele, pode levá-lo aos outros, pode ser enviado".
"Trata-se de um 'permanecer com ele' que deve acompanhar sempre o exercício do ministério sacerdotal; deve ser a parte central, também e sobre tudo nos momentos difíceis, quando parece que as 'coisas por fazer' devem ter a prioridade. Onde estejamos, em algo que façamos, devemos permanecer sempre com Ele", acrescentou.
Quanto ao seguimento de Cristo e à realidade iniludível de tomar a cruz sobre si, concretamente na missão do sacerdote, o Papa Bento explicou que a ordem não pode ser um caminho para conquistar uma posição social: "que aspira ao sacerdócio para um aumento do próprio prestígio pessoal e o próprio poder mal entende em sua raiz o sentido deste ministério. Quem quer sobretudo realizar uma ambição própria, alcançar êxito próprio será sempre escravo de si mesmo e da opinião pública".
"Para ser considerado deverá adular; deverá dizer aquilo que agrada às pessoas; deverá adaptar-se à mudança das modas e das opiniões e, assim, privar-se-á da relação vital com a verdade, reduzindo-se a condenar amanhã aquilo que tinha gabado hoje. Um homem que imposta assim sua vida, um sacerdote que veja nestes termos o próprio ministério, não ama verdadeiramente a Deus e aos outros, mas somente a si mesmo e, paradoxalmente termina por perder-se a si mesmo".
O Santo Padre disse logo que "o sacerdócio –recordemo-lo sempre– se funda sobre a coragem de dizer sim a outra vontade, com a consciência, que deve crescer cada dia, que propriamente conformando-se à vontade de Deus, 'imersos' nesta vontade, não só não será cancelada nossa originalidade, senão, ao contrário, entraremos sempre mais na verdade do nosso ser e do nosso ministério".

Fonte: ACI
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Papa a bispos brasileiros:ensinem o povo a confiar na graça de Deus.

Bento XVI recebeu os bispos do Regional Leste 2 (Estados do ES e MG) da CNBB por ocasião da visita ad Limina na manhã deste sábado, 19, na Sala do Consistório, do Palácio Apostólico Vaticano.

O Arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente do Regional, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, foi o responsável pelo discurso que expressou a saudação ao Papa e os desafios enfrentados nas respectivas dioceses brasileiras.

"Crer consiste sobretudo em abandonar-se a este Deus que nos conhece e ama pessoalmente, aceitando a Verdade que Ele revelou em Jesus Cristo com a atitude que nos leva a ter confiança nele como revelador do Pai. Queridos irmãos, tende grande confiança na graça e sabei infundir esta confiança no vosso povo, para que a fé sempre seja guardada, defendida e transmitida na sua pureza e integridade", indicou Bento XVI.

O Santo Padre explicou que os bispos têm a missão de ensinar e apresentar autenticamente a verdade em que se deve crer e viver, salientando que o episcopado deve procurar fazer que "a liturgia seja verdadeiramente uma epifania do mistério, isto é, expressão da natureza genuína da Igreja, que ativamente presta culto a Deus por Cristo no Espírito Santo".

"Plasmado interiormente pelo Espírito Santo, cada um de vós faça-se 'tudo para todos' (cf. 1 Cor 9, 22), propondo a verdade da fé, celebrando os sacramentos da nossa santificação e testemunhando a caridade do Senhor", pediu.

Da mesma forma, sublinhou a necessidade de se promover e animar a oração em meio à cidade humana, marcada pelo agito e frequente esquecimento de Deus.

"Deveis criar lugares e ocasiões de oração, onde no silêncio, na escuta de Deus, na oração pessoal e comunitária, o homem possa encontrar e fazer a experiência viva de Jesus Cristo que revela o rosto autêntico do Pai. É preciso que as paróquias e os santuários, os ambientes de educação e sofrimento, as famílias se tornem lugares de comunhão com o Senhor".

Por fim, lembrou que ao bispo também compete a missão de disciplinar a vida do povo de Deus confiado aos seus cuidados.

"Este direito e dever é muito importante para que a comunidade diocesana permaneça unida no seu interior e caminhe em sincera comunhão de fé, de amor e de disciplina com o Bispo de Roma e com toda a Igreja. Para isso, não vos canseis de alimentar nos fiéis o sentido de pertença à Igreja e a alegria da comunhão fraterna".
 
Fonte: Canção Nova
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"Estamos com o Papa", diz formador-geral da Canção Nova

O dia 11 de junho não marcou somente o início da Copa do Mundo 2010.

Fora dos estádios, mais precisamente na Praça de São Pedro, no Vaticano, a data está gravada - para mais de 15 mil padres de 97 países - como pontapé inicial para uma renovada e profunda tomada de consciência acerca da própria identidade sacerdotal.

"Estivemos lá para dizer que estamos com o Papa, estamos com Pedro. Apesar das fraquezas e limitações de alguns padres da Igreja, existem muitos padres santos, comprometidos com a vocação, com o bem e salvação das almas. Isso é motivo para estarmos encorajados a exercer com fidelidade a vocação que o Senhor nos concedeu", ressalta o formador-geral da Comunidade Canção Nova, padre Wagner Ferreira.

A experiência foi marcante também para mais de 15 padres da Comunidade Canção Nova. Antes mesmo de embarcarem para o Vaticano, alguns deles já indicavam suas expectativas para o encontro.

"Foi uma experiência eclesial muito forte, bonita, com a presença significativa de padres de todo o mundo, dando graças pelo dom do ministério sacerdotal na vida da Igreja, para o povo de Deus e toda a humanidade", afirma padre Wagner.

O sacerdote diz que o atual realce às fraquezas de alguns membros do clero poderia ter desencorajado a participação dos padres, mas o que aconteceu foi exatamente o contrário, com a superação das expectativas da Congregação para o Clero, organizadora da celebração.

Fonte: Canção Nova
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Papa destaca importância das Missas aos domingos

O Papa Bento XVI incentivou os cristãos nesta terça-feira, 15, a participarem das Missas dominicais, "para nós cristãos, é muito importante encontrarmo-nos com o Renascido aos domingos", disse o Papa, "momentos fundamentais do encontro entre o homem e Deus", acrescentou. A afirmação foi feita durante a abertura do Congresso Diocesano na Basílica de São João de Latrão.

Ao se referir ao tema do Congresso Diocesano deste ano, "Seus olhos se abriram, reconheceram-no e anunciaram-no. A Eucaristia dominical e o testemunho da caridade", Bento XVI explorou a questão das necessidades e pobrezas de tantos homens e mulheres. "Em um tempo como o atual, de crise econômica e social, devemos ser solidários com todos os que vivem na indigência", apontou.

Para o Papa, a caridade é capaz de gerar uma mudança autêntica e permanente na sociedade, agindo nos corações e nas mentes dos homens. "Assim sendo – completou – o testemunho da caridade pelo discípulo de Jesus não é um sentimento passageiro, mas ao contrário, plasma a vida, em qualquer circunstância".

O Pontífice fez também um convite aos jovens da Diocese de Roma a não terem medo de escolher o amor como a regra suprema da vida, seja no sacerdócio como ao formar famílias cristãs que vivem o amor fiel, indissolúvel e aberto à vida.
Fonte: cancaonova.com
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Bispos do Brasil continuam a celebrar Ano Sacerdotal na Terra Santa

As dioceses do Brasil bem representadas na Terra Santa. Foram mais de 500 consagrados, entre sacerdotes, arcebispos e bispos de paróquias de vários estados concelebrando a Missa na Basílica da Agonia, em Jerusalém, presidida por Dom Dino, bispo de Caruaru, no Pernambuco.

O Altar fica junto à pedra original onde Jesus viveu sua suprema angústia antes de sua paixão. Um local oportuno para os sacerdotes renovarem o propósito de cumprir plenamente a vontade do Pai.

Depois de três dias intensos de encontro no Vaticano, por ocasião do encerramento do Ano Sacerdotal, os padres do Brasil vieram para a Terra Santa. Não apenas para uma peregrinação, mas uma grande jornada de oração pelos lugares da Bíblia.

Uma das maiores peregrinações com sacerdotes de um mesmo país.

Após visitar os locais santos na Galiléia e na Judéia, eles reviveram no Getsemani, o sofrimento de Cristo, o que não tirou o júbilo da celebração. A Missa reuniu os 14 ônibus de peregrinos num momento de gratidão pelos 12 meses em que a Igreja honrou o dom do sacerdócio.

Não há maior prova de amor do que dar a vida pelos irmãos. Foram as palavras iniciais da homilia de Dom Dino. Aqui Jesus se sentiu só, é esse o consolo do sacerdote, que no dia-a-dia acaba enfrentando momentos de dor, calúnias e solidão. A vida sacerdotal, porém, só se sustenta na vivência de uma alegria incondicional e na plena comunhão com o Pai.

Na oração da assembléia, uma prece pelo clero, pelos fiéis do mundo inteiro que vivem hoje algum tipo de angústia, pelos enfermos e um clamor pela paz na Terra Santa.

O brasão no teto já indica: o Brasil é um dos países cristãos que ajudaram a construir a Basílica atual, no século passado. É por isso que a Igreja é também conhecida como Basílica das Nações.

O clima de penumbra já remete o peregrino à dor mortal que Jesus viveu ali, a ponto de suar sangue, porque sabia que tipo de sofrimento iria passar.

Fopnte: Canção Nova
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Sacerdotes são operários da civilização do amor, afirma Papa

A conclusão do Ano Sacerdotal esteve no centro da oração mariana do Angelus deste domingo, 13, na Praça São Pedro, que o Papa Bento XVI rezou na presença de milhares de fiéis e turistas que não se deixaram intimidar pelo sol e pelo calor de Roma.

Esta cidade, disse o Papa, viveu jornadas inesquecíveis, com a presença de mais de 15 mil sacerdotes de todas as partes do mundo. "Por isso, hoje desejo dar graças a Deus por todos os benefícios que este Ano trouxe para a Igreja em todo o mundo. Ninguém jamais poderá medi-los, mas certamente estão visíveis e serão ainda mais visíveis os seus frutos."

A conclusão teve um significado ainda mais especial, destacou o Pontífice, pois foi celebrada na solenidade do Sagrado Coração de Jesus, que tradicionalmente é o dia de santificação sacerdotal:

"Com efeito, queridos amigos, o sacerdote é um dom do Coração de Cristo: um dom para a Igreja e para o mundo. Do coração do Filho de Deus, do qual transborda a caridade, brotam todos os bens da Igreja, e de modo particular tem origem a vocação daqueles homens que, conquistados pelo Senhor Jesus, deixam tudo para se dedicar inteiramente a serviço do povo cristão, a exemplo do Bom Pastor."

Os sacerdotes são os primeiros operários da civilização do amor, disse o Papa, mencionando os inúmeros padres, famosos ou não, cuja lembrança permanece indelével nos fiéis. Como aconteceu em Ars, vilarejo da França onde S. João Maria Vianey desempenhou seu ministério. "Não é preciso acrescentar mais palavras ao que foi dito sobre ele nos últimos meses. Mas sua intercessão deve nos acompanhar ainda mais daqui para frente. Que sua oração, que seu 'Ato de amor' que muitas vezes recitamos durante este Ano Sacerdotal, continue a alimentar o nosso colóquio com Deus."

A seguir, citou o padre Jerzy Popiełuszko, sacerdote e mártir, que foi proclamado Beato domingo passado, em Varsóvia, na Polônia.

Ele exercitou o seu generoso e corajoso ministério ao lado das pessoas engajadas pela liberdade, pela defesa da vida e sua dignidade. Bento XVI notou que sua obra a serviço do bem e da verdade era um sinal de contradição para o regime vigente na Polônia na época. Todavia, seu testemunho foi semente de uma nova primavera na Igreja e na sociedade.

"Se olharmos para a história, podemos observar quantas páginas de autêntica renovação espiritual e social foram escritas com a contribuição decisiva de sacerdotes católicos, animados somente pela paixão pelo Evangelho e pelo homem, por sua verdadeira liberdade, religiosa e civil. Quantas iniciativas de promoção humana integral saíram da intuição de um coração sacerdotal!"

O Papa concluiu sua alocução, confiando ao Coração Imaculado de Maria, do qual celebramos ontem a memória litúrgica, todos os sacerdotes do mundo, para que, com a força do Evangelho, continuem a construir em todos os lugares a civilização do amor. 

Fonte: Canção Nova
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Papa retorna com "alma cheia de gratidão" da viagem ao Chipre

A viagem apostólica à Ilha de Chipre foi o ponto central da Catequese de Bento XVI nesta quarta-feira, 9, na Praça de São Pedro.

"Queridos irmãos e irmãs, retornei ao Vaticano com a alma cheia de gratidão a Deus e com sentimentos de sincero afeto e estima pelos habitantes do Chipre, pelos quais me senti acolhido e compreendido", disse o Papa com referência ao país que visitou entre os últimos dias 4 e 6.

O aspecto histórico da visita vale ser ressaltado, já que esta foi a primeira vez que um Pontífice foi à Ilha. "De fato, nunca antes o Bispo de Roma havia ido naquela terra abençoada pelo trabalho apostólico de São Paulo e São Barnabé, e tradicionalmente considerada parte da Terra Santa", salientou.

O Santo Padre destacou que a Comunidade católica no Chipre esforça-se para ser um só coração e uma só alma, tanto em nível interno (ritos armeno, maronita e latino) quanto nas relações com os ortodoxos e integrantes de outras expressões cristãs.

"Possam o povo do Chipre e as outras nações do Oriente Médio, com seus líderes e representantes da diversas religiões, construir em conjunto um futuro de paz, amizade e fraterna colaboração. E rezemos a fim de que, através da intercessão de Maria Santíssima, o Espírito Santo torne fecunda esta viagem apostólica, e anime no mundo mundo todo a missão da Igreja, instituída por Cristo para anunciar a todos os povos o Evangelho da verdade, do amor e da paz".

Itinerário

Bento XVI disse que cumpriu sua viagem como um peregrino do Evangelho, lembrando que a presença na antiga cidade de Paphos lhe fez sentir como que "envolto por uma atmosfera que parecia quase a síntese perceptível de dois mil anos de história cristã".

Ali, aconteceu uma celebração ecumênica entre católicos, armenos, luteranos e anglicanos, além dos ortodoxos, que são maioria no Chipre e aos quais a história do país está fortemente relacionada.

"Este enraizamento na tradição não impede à comunidade ortodoxa estar empenhada com decisão no diálogo ecumênico juntamente com a comunidade católica, ambas animadas pelo sincero desejo de reconstruir a plena e visível comunhão entre as Igrejas do Oriente e do Ocidente", desejou o Papa.

Bento XVI lembrou que propôs às autoridades civis e diplomatas a importância de se valorizar a lei natural para a promoção da verdade moral na sociedade. "Foi um apelo à razão, baseado sobre princípios éticos e carregado de implicações exigentes para a sociedade de hoje, que muitas vezes não reconhece mais as tradições culturais sobre as quais está fundada".

O Pontífice recordou também o encontro com a Comunidade católica, onde assegurou sua lembrança na oração, "incentivando-os a testemunhar o Evangelho também mediante um paciente trabalho de confiança recíproca entre cristãos e não cristãos, para construir uma paz duradoura e uma harmonia entre os povos".

Na Santa Missa celebrada na paróquia da Santa Cruz, o Papa fez uma reflexão sobre o mistério da Cruz e dirigiu um forte apelo aos católicos do oriente Médio, "a fim de que, apesar de grandes provações e as bem conhecidas dificuldades, não cedam ao desânimo e à tentação de emigrar, posto que sua presença na região constitui um insubstituível sinal de esperança".

A Missa em Nicósia, capital do país, para a entrega do Instrumentum laboris da Assembleia Especial para o Oriente Médio do Sínodo dos Bispos, que acontece em outubro, no Vaticano, é apontada pelo Papa como o momento culminante da visita.

"[Esse evento] será acompanhado pelo afeto orante de toda a Igreja, em cujo coração o Oriente Médio ocupe um lugar especial, porque é exatamente ali que Deus se deu a conhecer aos nossos pais na fé", disse, recordando que uma das intenções da celebração também era pela alma do falecido presidente da Conferência Episcopal da Turquia, o Bispo Dom Luigi Padovese.

Por fim, o Papa lembrou sua visita à Catedral Maronita de Nicósia: "Renovei minha sincera proximidade e minha fervorosa compreensão a toda a comunidade da antiga Igreja maronita espalhada na Ilha, cujas memórias históricas e artísticas constituem um patrimônio cultural para toda a humanidade".
 
Fonte: Canção Nova
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Papa faz chamado a diálogo entre cristãos e muçulmanos no Chipre

O papa Bento XVI fez, neste sábado (5), em Nicósia, um chamado ao diálogo entre as religiões cristã e muçulmana no segundo dia de sua visita ao Chipre, ilha do Mediterrâneo dividida há 36 anos entre comunidades cristãs-ortodoxas ao sul e muçulmanas ao norte. Enquanto escândalos de pedofilia envolvendo o clero abalam a Igreja Católica e revelações de abusos cometidos por clérigos contra menores se multiplicam no mundo, o Papa também destacou a necessidade de que haja "sacerdotes bons e santos".

"A Igreja adquiriu uma consciência renovada da necessidade de sacerdotes bons, santos e bem formados", disse Bento XVI ao se reunir com a pequena comunidade católica da ilha em uma escola maronita da capital cipriota.
 Em 27 de maio, Bento XVI já tinha condenado estes casos de pedofilia, ao admitir que são "motivo de escândalo" e que devem levar a "aprender de novo a penitência" e "por uma parte o perdão e por outra, a necessidade de Justiça". Mas na ilha, dividida desde 1974 entre comunidades turco-cipriota ao norte e greco-cipriota ao sul, o Papa também insistiu na importância do diálogo entre as religiões, estimando que "ainda resta muito a fazer no mundo".

"Só com um trabalho paciente é possível construir a confiança mútua, é possível superar o peso da história passada e as diferenças políticas e culturais entre os povos podem se tornar razão para trabalhar em uma compreensão mais profunda", disse o Sumo Pontífice, durante encontro na escola Santo Maron de Anthupolis, bairro de Nicósia.
Duas mil pessoas, sobretudo cipriotas de confissão maronita, estavam reunidas no pátio do colégio. A visita do Papa provocou críticas por parte de alguns responsáveis da comunidade ortodoxa, que pediram o boicote das cerimônias oficiais. Foram chamados à ordem pelo líder da Igreja Ortodoxa cipriota, arcebispo Chrysostomos II. Na sexta-feira, no avião que o levou ao Chipre, Bento XVI já havia afirmando que "é preciso ser capaz de dialogar com nossos irmãos muçulmanos e prosseguir este diálogo para uma coexistência ainda mais frutífera".

O Papa chamou os católicos ao diálogo ecumênico, destacando que "a busca de uma unidade maior na caridade com os outros cristãos" é uma "parte essencial" da missão de sua Igreja. Na tarde deste sábado, Bento XVI reuniu-se brevemente, em Nicósia, com o xeque muçulmano turco-cipriota Nazim Haqani, apesar de o encontro não estar previsto no programa de sua visita ao Chipre, afirmou o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi. O líder espiritual sufita de 88 anos, originário de Larnaca (sul) e residente na República Turca do Norte do Chipre (só reconhecida por Ancara), esperou sentado em uma cadeira pelo Papa quando ele se dirigia à igreja franciscana de Santa Cruz, na zona de separação entre as duas comunidades cipriotas, grega e turca, para celebrar a missa.

O Sumo Pontífice deteve a procissão para saudá-lo.

"Desculpe-me, mas sou velho", disse o religioso. "Eu também sou velho", respondeu o Papa. O xeque Nazim disse que tinha ouvido falar da visita do Papa e que queria falar com ele, como havia feito antes com João Paulo II por ocasião de uma cerimônia interreligiosa, informou o padre Lombardi à imprensa. O xeque ofereceu ao Papa um bastão com palavras de paz gravadas em árabe e um rosário muçulmano, pedindo-lhe um abraço, que recebeu. Durante a missa para sacerdotes e religiosos, Bento XVI pediu aos sacerdotes que servem no Oriente Médio, "ali onde os cristãos são uma minoria" e "sofrem dificuldades por causa das tensões étnicas e religiosas" que não cedam à "tentação" de partir.

"Uma paróquia que permanece firme é um sinal extraordinário de esperança para todos aqueles que vivem na região", acrescentou.

O Sumo Pontífice foi convidado à ilha pelo presidente Demetris Christofias e pelo arcebispo, Chrysostomos II, que o recebeu no arcebispado no meio do dia. O objetivo oficial da viagem é a entrega, no domingo, por Bento XVI ao Conselho pré-sinodal do documento de trabalho para o sínodo sobre o Oriente Médio, previsto para outubro no Vaticano. Segundo o Papa, este sínodo "refletirá sobre o papel vital dos cristãos nesta região (...) e contribuirá para promover uma cooperação maior".

Fonte: G1


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Jesus é único tesouro que deve ser dado à humanidade, recorda o Papa Bento XVI

Ao participar ontem de noite na tradicional procissão com a que conclui o mês Mariano com a oração do Santo Terço, o Papa Bento XVI recordou que "Jesus é o verdadeiro e único tesouro que temos que dar à humanidade. Os homens e mulheres de nosso tempo têm uma profunda nostalgia Dele, inclusive quando parecem ignorá-lo ou rechaçá-lo".
Perante a gruta da Virgem de Lourdes localizada nos jardins vaticanos, o Santo Padre se referiu à festa da Visitação da Virgem Maria à sua parenta Isabel e ressaltou que neste gesto "reconhecemos o exemplo mais claro e o significado mais real de nosso caminho de crentes e do caminho da mesma Igreja, que é missionária por natureza, está chamada a proclamar o Evangelho por toda parte e sempre, a transmitir a fé a todo homem e mulher, e em cada cultura".
"Maria permanece com Isabel uns três meses, para oferecer-lhe a proximidade afetuosa, a ajuda concreta e todos aqueles serviços cotidianos que necessitava. Isabel se converte deste modo no símbolo de tantos anciãos e doentes, é mais, de todas as pessoas que necessitam ajuda e amor. Quantas pessoas em nossas famílias, em nossas comunidades, em nossas cidades, encontram-se hoje em dia nesta situação! E Maria –que se definiu ‘a serva do Senhor’ – se faz serva dos homens. Mais precisamente, serve ao Senhor que encontra nos irmãos".
Depois de sublinhar que "a caridade de Maria, entretanto, não se limita à ajuda concreta, mas chega ao topo quando dá ao mesmo Jesus, quando faz que o encontremos", o Papa disse: "Este é o coração e a cúpula da missão evangelizadora. Este é o verdadeiro significado e o propósito mais genuíno de todo caminho missionário: doar aos seres humanos o Evangelho vivo e pessoal, que é o mesmo Senhor Jesus".
Seguidamente o Papa assinalou que "Jesus é o verdadeiro e único tesouro que temos que dar à humanidade. Os homens e mulheres de nosso tempo têm uma profunda nostalgia Dele, inclusive quando parecem ignorá-lo ou rechaçá-lo. A sociedade em que vivemos, Europa, o mundo inteiro, necessitam dele".
Bento XVI ressaltou ao finalizar que "nos foi confiada esta responsabilidade extraordinária. Vivamo-la com alegria e com empenho, para que em nossa civilização reinem a verdade, a justiça, a liberdade e o amor, pilares indispensáveis e insubstituíveis de uma verdadeira convivência ordenada e pacífica".
"Vivamos esta responsabilidade escutando sempre a Palavra de Deus, na união fraterna, na fração do pão e nas orações. Que esta seja a graça que pedimos juntos esta noite à Santíssima Virgem", concluiu.
Fonte: ACI
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Sinal da cruz é abraço de Deus, diz Papa

O sinal da cruz que os cristãos traçam com frequencia sobre o corpo, é muito mais que um simbolismo. É expressão de um abraço de Deus no ser humano. Esta foi a explicação do Papa Bento XVI aos fiéis reunidos na Praça de São Pedro, hoje, no Vaticano para a tradicional oração do Ângelus.

Citando o pensamento do teólogo Romano Guardini, o Papa apontou o sentido do gesto. "Fazemos o sinal da cruz antes de rezar para que nos pacifique espiritualmente, para concentrar em Deus pensamentos, coração e vontade; depois de rezar, o repetimos para que aquilo que Deus nos doou permaneça em nós. Ele abraça todo o ser, corpo e alma, e tudo é consagrado em nome de Deus uno e trino".

Neste dia em que a Igreja celebra a Festa da Santíssima Trindade, Bento XVI continuou dizendo que o sinal da cruz e o nome de Deus vivo abrangem o anúncio gerador de fé e inspirador de oração. E assim como Jesus prometeu aos Apóstolos que o Espírito da verdade os conduziria a toda a verdade, na liturgia dominical os sacerdotes concedem, de semana em semana, o pão da Palavra e da Eucaristia.

"Quem acolheu a vossa alma no primeiro momento do ingresso na vida? O sacerdote. Quem a alimenta para lhe dar a força de realizar a sua peregrinação? O sacerdote. Quem a há-de preparar para comparecer diante de Deus, lavando-a pela última vez no sangue de Jesus Cristo? O sacerdote, sempre o sacerdote", disse o Papa citando o Santo Cura d’Ars, também lembrado na carta de convocação para o Ano Sacerdotal.

Em seguida, Bento XVI exortou os fiéis a manterem a voz da consciência sempre fiel, até o último respiro, ao Evangelho no qual foram batizados: "A Trindade divina habita em nós desde o nosso Batismo", recordou.

Beatificação

O Papa anunciou também a beatificação da religiosa italiana Maria Pierina De Micheli, que no início do século XX se dedicou ao serviço educativo na Argentina e na Itália. A celebração de beatificação foi hoje na Basílica de Santa Maria Maior de Roma, presidida pelo prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, monsenhor Angelo Amato.

Viagem a Chipre
Em francês, inglês e alemão, o Pontífice falou de sua iminente viagem a ilha mediterrânea de Chipre, aonde levará o Instrumento de Trabalho para a Assembléia Especial do Sínodo dos Bispos do Oriente Médio, a se realizar em outubro, no Vaticano. O Papa pediu as preces de todos pela paz e a prosperidade de todo o povo cipriota. Em polonês, solidarizou-se com os atingidos pelas enchentes, a quem prometeu orações especiais.

No final do encontro, saudando em italiano, Bento XVI recordou a "imensa obra, em prol da paz e do socorro dos necessitados, realizada pela Santa Sé nos dramáticos anos entre 1938 e o fim da segunda guerra mundial".

Aludindo à recente publicação do “Diário” do Cardeal Celso Costantini, "muito ligado a Pio XII" e secretário da Congregação da Propaganda Fide, Bento XVI frisou que este livro tem um "grande interesse histórico", pois é testemunha do empenho da Igreja naquela época.

Fonte: Canção Nova
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Padre é instrumento pelo qual Cristo chega às almas, diz Papa

"Cada pastor é um instrumento através do qual Cristo chega às almas, para instruí-las e preservá-las". Foi o disse o Papa Bento XVI na catequese desta quarta-feira, 26, junto aos milhares de peregrinos reunidos na Praça São Pedro, no Vaticano. O Santo Padre recordou que, nas últimas semanas, falou sobre o ministério do sacerdote de ensinar e de santificar e, hoje, destacou o seu ofício de governar a porção do povo de Deus a ele confiado.

Segundo explicou Bento XVI, "para guiar o rebanho, o sacerdote necessita ter uma profunda amizade com o Senhor, uma contínua disponibilidade para deixar que Ele governe a sua vida e uma real obediência à Igreja".

"Por isso, na base do ministério pastoral, está o encontro pessoal e constante com o Senhor, para conformar a própria vontade com a d’Ele", complementou.

O Papa fez o convite aos sacerdotes para participarem das celebrações conclusivas do Ano Sacerdotal, de 9 a 11 de junho, quando "meditaremos sobre a conversão e a missão, o dom do Espírito e a relação com a Virgem Maria e renovaremos as nossas promessas sacerdotais, sustentados por todo o povo de Deus".

No final da Catequese, o Papa fez a saudação aos fiéis em vários idiomas. Em português, disse:
"Amados peregrinos de língua portuguesa, com destaque para a Associação 'Família da Esperança' pela numerosa presença dos seus membros: a minha saudação amiga para vós e para os fiéis de Niterói e de Curitiba. De coração a todos abençoo, pedindo que rezeis por mim, Sucessor de Pedro, cuja tarefa específica é governar a Igreja de Cristo, bem como pelos vossos Bispos e sacerdotes para que saibamos cuidar de todas as ovelhas do rebanho que Deus nos confiou. Obrigado!"

Fonte: Canção Nova
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Perseguições provam a autenticidade da missão, explica Bento XVI

Bento XVI recebeu em audiência os participantes da Assembleia Geral do Conselho Superior das Pontifícias Obras Missionárias (POM) na manhã desta sexta-feira, 21.

Numa época em que a humanidade afronta uma série de desafios em diversos setores, a evangelização apresenta-se especialmente como "uma missão imensa", nas palavras do Papa.

"Como o apóstolo Paulo demonstrava a autenticidade de seu apostolado através das perseguições, feridas e tormentos súbitos (cf. 2 Cor 6-7), assim as perseguições também são prova da autenticidade de nossa missão apostólica. [...] Quem participa na missão de Cristo deve, inevitavelmente, enfrentar as tribulações, conflitos e sofrimentos, pois entra em conflito com as forças e os poderes deste mundo", indicou.

O encontro aconteceu na Sala Clementina do Palácio Apostólico Vaticano e contou com a presença do prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Cardeal Ivan Dias, a quem estão subordinadas as POM. A Assembleia do organismo vaticano ocorreu em Roma, entre os dias 17 e 21.

O Pontífice ressaltou que o Espírito Santo é que capacita a Igreja e os missionários a cumprirem a missão que lhes é confiada, "dando-lhe a força para expandir-se, preenchendo os discípulos de Cristo com uma riqueza transbordante de carismas. É do Espírito Santo que a Igreja recebe a autoridade do anúncio e do ministério apostólico".

O Santo Padre reafirmou algo que já havia mencionado em sua Carta Encíclica Caritas in Veritate: "a evangelização precisa de cristãos com os braços levantados para Deus em oração, cristãos movidos pelo conhecimento de que a conversão do mundo a Cristo não é produzida por nós, mas nos é doada".
 
Serviço à humanidade

Bento XVI afirmou que a pregação do Evangelho é um serviço inestimável que a Igreja oferece à humanidade que caminha na história.

"A Igreja, presente e operante nas fronteiras geográficas e antropológicas, é portadora de uma mensagem que permanece na história, onde proclama os valores inalienáveis da pessoa, com o anúncio e o testemunho do plano salvífico de Deus, tornado visível e operante em Cristo. A pregação do Evangelho é a chamada à liberdade dos filhos de Deus, também para a construção de uma sociedade mais justa e solidária para nos preparar à vida eterna".

Fonte: Canção Nova
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Bento XVI diz que pecado é verdadeiro inimigo a ser temido e combatido na Igreja

O papa Bento XVI afirmou, após celebrar o Regina Coeli deste domingo, que o verdadeiro inimigo que precisa ser temido e combatido "é o pecado, o mal espiritual", que "às vezes, infelizmente, contagia também os membros da Igreja".
Sem citar diretamente os escândalos de pedofilia que envolvem o clero de diversos países, o Pontífice falou a uma Praça de São Pedro cheia, que incluía as 150 mil pessoas que participavam de uma jornada em apoio ao chefe de Estado do Vaticano, organizada pela Consulta Nacional das Associações Laicais (CNAL).
"Nós, cristãos, não temos medo do mundo, embora devamos nos guardar de suas seduções. Precisamos, ao contrário, temer o pecado, e por isso estar profundamente enraizados em Deus, solidários no bem, no amor, no serviço", explicou o Papa, ao final da solenidade.
De acordo com Bento XVI, "servir a Deus e ao homem em nome de Cristo" é o que "a Igreja e seus ministros, junto aos fieis, fez e continua fazendo com fervoroso compromisso pelo bem espiritual e material das pessoas em todas as partes do mundo".
O Papa também exortou o público a prosseguir "juntos, com confiança neste caminho, e que as provações a que o Senhor nos permite nos empurrem a um maior enraizamento e coerência".
"É bonito ver hoje esta multidão na Praça de São Pedro, como foi emocionante para mim ver em Fátima a imensa multidão que, na escola de Maria, pregou pela conversão dos corações", declarou o Pontífice, relembrando a viagem que fez entre os dias 11 e 14 deste mês a Portugal.
No dia 13, em Fátima, o líder máximo da Igreja Católica rezou uma missa em ocasião dos 93 anos da primeira aparição da Nossa Senhora aos três pastorinhos e pelo décimo aniversário da beatificação de dois deles, Jacinta e Francisco. O evento reuniu 500 mil pessoas.
Ainda neste domingo, Bento XVI disse "renovar este apelo" à conversação, "confortado pela sua presença tão numerosa. Obrigado", agradeceu ele aos manifestantes.

Fonte: UOL noticias
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Bento XVI despede-se de Portugal com apelo à concórdia nos momentos difíceis

No discurso de despedida, já no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, perante o presidente da República, o Papa agradeceu o acolhimento em Portugal e recordou a forte participação popular. De manhã, na missa que proferiu na avenida dos Aliados, no Porto, Bento XVI abordou a dimensão missionária da Igreja, afirmando que "o cristão é, na Igreja e com a Igreja, um missionário de Cristo enviado ao mundo". No final, o  Papa Bento XVI agradeceu, a partir da varanda dos Paços do Concelho, "o festivo e cordial acolhimento" que recebeu no Porto, a "Cidade da Virgem", como lhe chamou.

O Papa disse levar "guardada na alma a cordialidade" do acolhimento "afetuoso" que recebeu em Portugal e manifestou o desejo de que a visita que  termina se torne num "incentivo para um renovado impulso espiritual e apostólico" dos católicos.

 Ao falar no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, antes da partida para Roma, Bento XVI agradeceu ao presidente da República o acompanhamento que fez à visita do Papa, ao Governo, aos bispos e às autoridades civis e militares "que se desdobraram em visível dedicação ao longo de toda a viagem" e deixou um apelo à população residente em Portugal.
"Não cesse entre vós de crescer a concórdia, essencial para uma sólida coesão, caminho necessário para enfrentar com responsabilidade comum os desafios com que vos debateis", exortou o pontífice.
"Continue esta gloriosa Nação a manifestar a grandeza de alma, profundo sentido de Deus, abertura solidária, pautada por princípios e valores bebidos no humanismo cristão", deixou expresso o Papa, que adiantou ter rezado em Fátima "pelo mundo inteiro, pedindo que o futuro traga maior fraternidade e solidariedade, um maior respeito recíproco e uma renovada confiança e confidência em Deus".
Nesta cerimónia de despedida no aeroporto do Porto, Bento XVI sublinhou ainda a "energia entusiasta das crianças e dos jovens, a adesão fiel dos presbíteros, diáconos e religiosos, a dedicação dos bispos, a procura livre da verdade e da beleza patente no mundo da cultura, a criatividade dos agentes de pastoral social, a vibração da fé dos fiéis nas dioceses" visitadas.
No discurso de depedida, Cavaco Silva sublinhou que o país o vê partir "revigorado pela mensagem de esperança e confiança" que deixou nesta visita de quatro dias a Portugal. "Portugal despede-se de vós revigorado pela mensagem de esperança e confiança que nos deixais. Vemos partir o Santo Padre com um sentimento que nenhuma outra língua ainda soube traduzir em toda a sua profundidade e que reservamos aos que nos são mais queridos, a saudade", afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, no aeroporto Sá Carneiro.


Despedida nos Paços do Concelho
 
"Teria cedido de boa vontade ao convite para prolongar a minha presença na vossa cidade, mas não me é possível", disse o pontífice, na varanda dos Paços do Concelho do Porto, perante milhares de peregrinos reunidos na Avenida dos Aliados.
Nesta saudação, Bento XVI evocou ainda Nossa Senhora para confiar "à sua protecção materna" a população do Porto, "as comunidades e estruturas ao serviço do bem comum, nomeadamente as universidades desta cidade, cujos estudantes se reuniram e fizeram saber da sua gratidão e adesão ao magistério do Sucessor de Pedro".
"Permiti, que parta, abraçando-vos a todos carinhosamente em Cristo, nossa Esperança", afirmou na saudação, minutos depois do final da missa a que assistiu o presidente da República, Cavaco Silva, e o presidente da Câmara do Porto, Rui Rio.


Reforço do papel missionário
 
Bento XVI deixou hoje, sexta-feira, no Porto um apelo ao reforço do papel missionário da Igreja num mundo moderno em que se alterou "o quadro antropológico, cultural, social e religioso da humanidade".
Na homilia da missa a que presidiu na Avenida dos Aliados, o Papa dirigiu-se aos milhares de fiéis presentes e questionou-os directamente: "Se não fordes vós as suas testemunhas no próprio ambiente, quem o será em vosso lugar?".
"O cristão é, na Igreja e com a Igreja, um missionário de Cristo enviado ao mundo. Esta é a missão inadiável de cada comunidade eclesial: receber de Deus e oferecer ao mundo Cristo ressuscitado, para que todas as situações de definhamento e morte se transformem, pelo Espírito, em ocasiões de crescimento e vida", afirmou o líder católico.
Para isso, é necessário um maior empenho em cada celebração eucarística que "fará de nós testemunhas e, mais ainda, portadores de Jesus ressuscitado no mundo, levando-O para os diversos sectores da sociedade e quantos neles vivem e trabalham", acrescentou.
O Papa alertou depois os milhares de católicos presentes na avenida dos Aliados que, "perante os enormes problemas do desenvolvimento dos povos, que quase nos levam ao desânimo e à rendição, vem em nosso auxílio a palavra do Senhor Jesus Cristo que nos torna cientes deste dado fundamental: 'Sem Mim, nada podeis fazer'".
E, reforçando o apelo à missionação, o Papa deixou um alerta claro: "Temos de vencer a tentação de nos limitarmos ao que ainda temos, ou julgamos ter, de nosso e seguro: seria morrer a prazo, enquanto presença de Igreja no mundo".
"Desde as suas origens, o povo cristão advertiu com clareza a importância de comunicar a Boa Nova de Jesus a quantos ainda não a conheciam", afirmou o Papa, reconhecendo, porém, que "nestes últimos anos, alterou-se o quadro antropológico, cultural, social e religioso da humanidade".
"Hoje a Igreja é chamada a enfrentar desafios novos e está pronta a dialogar com culturas e religiões diversas, procurando construir juntamente com cada pessoa de boa vontade a pacífica convivência dos povos", assegurou. Para o papa, este modelo de missão "apresenta-se hoje notavelmente alargado e não definível apenas segundo considerações geográficas".
"Aguardam por nós não apenas os povos não cristãos e as terras distantes, mas também os âmbitos socioculturais e sobretudo os corações que são os verdadeiros destinatários da actividade missionária do povo de Deus", sublinhou.
Esta foi a última eucaristia presidida pelo Papa Bento XVI no âmbito da viagem apostólica a Portugal, que terminou hoje no Porto.


Cerimônias com 150 mil pessoas
 
O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, afirmou hoje que entre 120 e 150 mil pessoas estão presentes nas cerimónias do Porto, um número que superou as expectativas da organização e constutui uma "bela surpresa" para Bento XVI.
"No Porto temos a presença, estimada pela Polícia, de 120 a 150 mil pessoas. Esta presença supera as expectativas da organização e foi uma bela surpresa para o Papa", observou Federico Lombardi.
Na terça-feira, no Terreiro do Paço, em Lisboa - segundo dados oficiais da PSP - estavam 80 a 100 mil pessoas enquanto que, no Santuário de Fátima, de acordo com a instituição, na peregrinação de 13 de Maio compareceram 350 mil peregrinos.
Num balanço à visita de Bento XVI a Portugal, o porta-voz disse que se tratou de "uma viagem maravilhosa", em que se registou "uma participação extraordinária", que veio "num crescendo desde Lisboa".


Nas ruas para saudar o Papa
 
O Papa chegou de helicóptero ao quartel da Serra do Pilar, em Gaia, de onde saiu em papamóvel em direcção ao centro da cidade do Porto, sendo saudado nas ruas por milhares de pessoas.
Bento XVI foi depois recebido pelo presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, que lhe dirigiu algumas palavras em alemão e lhe ofereceu as armas e as chaves da cidade, bem como uma antologia de textos sobre a cidade intutilada "Daqui houve nome Portugal", organizada e prefaciada opelo escritor Eugénio de Andrade.
O Papa entrou na avenida dos Aliados pelas 10 horas, depois de ter feito um percurso em papamóvel de 2,5 quilómetros desde a serra do Pilar, em Gaia, ao longo do qual foi saudado por milhares de pessoas que formaram um cordão humano contínuo.
Nas praças centrais da avenida dos Aliados e nos corredores laterais, estão milhares de pessoas que procuram ver o Papa e assistir àquela que será a última cerimónia religiosa de Bento XVI em Portugal, que chegou a Lisboa na terça-feira passada e esteve depois em Fátima.


Chegada à Serra do Pilar
 
Em Gaia, junto à Serra do Pilar, centenas de pessoas aguardavam a chegada do Papa ao heliporto do Regimento de Artilharia 5. Outros grupos estavam colocados à saída da ponte do Infante, onde se iniciou o trajecto em papamóvel dentro da cidade do Porto até à avenida dos Aliados, onde Bento XVI celebra uma missa.
Ao longo do percurso de 2,5 quilómetros do percurso do Papa, dezenas de elementos da PSP, sem casaco, tentam por todos os meios escapar ao frio. Um dos agentes da PSP que patrulha a avenida Duque de Loulé explicou que está impedido de usar casaco: "É assim, é esta a farda da época".


Partida de Fátima
 
Bento XVI partiu às 8.39 horas do heliporto no estádio de Fátima, despedindo-se da cidade-santuário onde presidiu às celebrações do 13 de Maio perante a maior multidão de fiéis que já se concentrou durante esta visita a Portugal para ver o Papa.
No heliporto, Bento XVI cumprimentou as autoridades locais, saudou os peregrinos e partiu em direção ao Porto. Na viagem de helicóptero está prevista uma passagem pelas vinhas do Alto Douro, património Mundial da Unesco.

 À saída de Fátima, o veículo do Papa passou pela avenida D. José Alves Correia da Silva, rotunda dos Pastorinhos, estrada de Minde, terminando a viagem no estádio municipal, na Eira da Pedra.
Bento XVI entrou no papamóvel às 8.13 horas despois de se ter despedido dos funcionários da Casa Nossa Senhora do Carmo, com quem tirou uma fotografia.
Antes, e em privado, o Papa tinha já presidido a uma celebração religiosa com os funcionários da casa onde ficou instalado durante a sua estadia em Fátima.

Fonte: sapo.pt
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Em Fátima, Papa Bento XVI condena aborto e casamento entre pessoas do mesmo sexo

O Papa Bento XVI considerou o aborto e o casamento entre pessoas de mesmo sexo umas das mais "insidiosas e perigosas" ameaças do mundo atual, proclamando ensinamentos da igreja em seguida e tentando deixar para trás os escândalos de pedofilia.
Bento XVI fez os comentários após celebrar uma missa diante de mais de 400 mil pessoas em Fátima, Portugal, onde o Papa visitou o túmulo dos três pastorinhos que testemunharam as aparições de Nossa Senhora em 1917.
O porta-voz do Vaticano, o Reverenod Frederico Lombardi, elogiou a presença em massa em Fátima e disse ter sido "lindo e encorajador" o fato de peregrinos não terem deixado de comparecer e de permanecerem fiéis mesmo após meses de revelações de abusos cometidos por sacerdotes.
O Pontífice orou ajoelhado diante dos túmulos, que ficam no interior da Basílica de Nossa Senhora do Rosário, logo após presidir uma missa na esplanada do Santuário de Fátima, a qual foi assistida por meio milhão de fiéis.
Os três pastorinhos são os irmãos Jacinta (1910-1920) e Francisco Marto (1908-1919), beatificados há exatamente dez anos pelo papa João Paulo II, e a prima deles, Lúcia de Jesus (1907-2005), conhecida como Irmã Lúcia do Coração Imaculado. Ela foi beatificada em 13 de fevereiro de 2008, no terceiro aniversário de sua morte.
Iniciada na última terça-feira e prevista para terminar amanhã, a viagem apostólica de Bento XVI a Portugal tem como objetivo principal a celebração dos dez anos de beatificação de Jacinta e Francisco e dos 93 anos da primeira vez que a Virgem apareceu para as crianças, em 13 de maio de 1917.
Durante a missa na esplanada, o Pontífice destacou que "se ilude quem pensa que a missão profética de Fátima está concluída". O Pontífice ainda contou que viajou ao local "como peregrino", já que "esta é a 'casa' que Maria escolheu para falar conosco nos tempos modernos".
Fieis do mundo inteiro compareceram à cidade portuguesa para acompanhar a celebração presidida pelo Papa. Alguns peregrinos percorreram 60, 80 ou 100 quilômetros a pé no "Caminho de Fátima", enquanto muitos espanhóis, poloneses, italianos, franceses, americanos e chineses assistiram à solenidade.
Também nesta quinta-feira, o Vaticano relembra os 29 anos do atentado cometido na Praça de São Pedro contra o papa João Paulo II pelo turco Mehmet Ali Agca, o qual recentemente tentou obter um visto de entrada em Portugal para se reunir com Bento XVI.
A visita apostólica a Portugal foi iniciada na terça-feira e terminará na sexta-feira. A viagem inclui passagens por Lisboa, Fátima e Porto, além de celebrações e reuniões com autoridades políticas e religiosas locais.

Fonte: Da Agência O Globo
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